09 maio 2007

Os que vão morrer saúdam-te




- "Perguntam-me o que é que eu fazia na vida e, quando lhes disse que era cineasta, olharam-me cheios de desconfiança. Se calhar - ocorre-me agora - deveria ter apenas respondido que faço filmes. Realmente, assim não se pode conversar. Se me perguntam o que faço, porque raio hei-de responder o que sou?"
João César Monteiro - in Morituri Te Salutant, Lisboa: Edições &ETC, 1974

28 comentários:

Frioleiras disse...

São mt belos, sp , os teu posts...
mas tão tristes !
E a Vida já por si o é !

q frioleira?
A d LT ?

Essa tenho-a e gostei,
imenso, tb,
d link a q conduzia ...

D. Maria e o Coelhinho disse...

se tivesses um Coelhinho, com os saltinhos dele talvez te divertisses mais !




D. Maria

Anónimo disse...

Mais para o fim já não respondia. Tinha umas tiradas mais abruptas....

Z.C

Lis disse...

Não acho que seja um post triste. Acho-o poético.

art&tal disse...

sem tirar nem por.

e há muito quem pense que sabe o que faço.

os filhos da puta lá vão inventando.

vou-lhes mordendo a paciencia e o ciume

bjs e abraços

c.

Naked Lunch disse...

:)

Anónimo disse...

descobri isto:
"& ESTÓRIAS...

Estava pronto em chumbo na tipografia o livro Morituri quando a & etc dá o badagaio - nem um tuste para gastar. Que fazer, Vladimir Ilitch? Posto o autor ao corrente, das duas uma: ou chumbo para a caldeira, execução sumária, ou, bóia de salvação, propor a obra, sem despesas, ao editor Nelson de Matos, então na Arcádia.
César opta pela hipótese salvadora, corro eu ao Nelson, aceita este pagar à tipografia a impressão em troca de ficar a Arcádia com os exemplares da tiragem. Vivas e olés! Publicado o livro (todo & etc, capinha do João Vieira, extra-texto do João Rodrigues, sobrecapa kraft, anilina preta a dar patine às margens das folhas), recebe o autor por copygaitas 20 ou 25 exemplares e eu uns 5 ou 6 pelo trabalho.

Que de euforia! O livro estava cá fora, são e salvo.

…E mais ficou quando, por sua vez falida a Arcádia na enxurrada do 25 de Abril, foi parar a padiolas de venda na rua, contribuindo assim para almoços & jantares de uns trabalhadores desempregados. Anos volvidos, ainda eu comprava, para o desvalido autor, qualquer exemplar que se encontrasse por aí perdido.
Desse avantajado sucesso popular retenho um livro na estante. Creio que, à altura da morte, o César nem um para amostra"

Texto por: Victor Silva Tavares

J.

art&tal disse...

ainbda semana passada vi um

por muito bom preço

corpo visível disse...

.
faz muito sentido. não somos (só) o que fazemos.
.

Anónimo disse...

Assim nos distingimos dos outros animais. sabendo que vamos morer.
Inês

alice disse...

A ironia e a gargalhada seca fazem a vida ser vida.ele podia ser eu não sei se em cão se em artista...eheheh
;-D

art&tal disse...

foi para lisboa por 45€

joao cesar.........

o que diria o buster keaton?

fuck you BB

b&A

c.

intruso disse...

o que se é
e o que se faz
(...é como comentou @ corpo;
não só...)


p.s.
a imagem é genial...
(agora lembrou-me a foto "blind" do P.Strand...)

Bandida disse...

este blog é... genial...

tens um desafio no Bandida...



beijos


B.
_______________________

Maria disse...

"Faço filmes". O óbvio está sempre perto da qualidade.

ana disse...

E os que vivem saúdam-vos também.

Frioleiras disse...

"...Bring me my Bow of burning gold;
Bring me my Arrows of Desire;
Bring me my Spear; O clouds unfold!
Bring me my Chariot of Fire! ..."

-

Lis disse...

Ás vezes o que fazemos é muito melhor do que o que somos. E aí somos eternos. Mas quantos homens conseguiram ser eternos?

linhas tortas disse...

O que fazemos é tb muito o que somos, embora às vezes...(depende da quantidade de sapos que temos ou não que engolir).

linhas tortas disse...

mas este Senhor não era lá muito de engolir sapos, não.

Anónimo disse...

È sempre bom ver o João César Monteiro relembrado

Luís A.

Rita Oliveira Dias disse...

Às vezes via-o no Chiado, na fnac, sempre muito magro e com a roupa três tamanhos acima.Este vai ser com o passar dos anos cada vez mais apreciado, a morte tende a diluir os detratores e a controversia. Amigos e admiradores recordam-no. Até a biblioteca de Leiria tem uma boa coleção de filmes dele, temos heroi nacional.

Henrique Dória disse...

Morituri te salutam

Eduardo P.L. disse...

Bem posto. Bom post.
E aproveitando para desejar bom Domingo.

Anónimo disse...

A césar o que é de césar. O mais brilhante fazedor de filmes que Portugal conheceu. Odiaram-te mas tu mereces o Olimpo.

MORPHEUS

Anónimo disse...

uns aninhos atràs a esta parte esse senhor de testa alourada(por louros saliente-se) fundou uma cooperativa de cinema e convidou uns papalvos para a integrarem por uns modestos vinte contos de cota cada um!!! Note-se que isto foi em 1973!!! Muita massa!!! Esse caralho pirou-se para o estrangeiro e foi gastá-lo nas putas em Amesterdam!! Assim também eu ó césar do caralho!!! Por aqui ficámos esperando qual Impio Imperador...uma corja de otários financiando as orgias de um grande realizador de filmes de gangsters...qual Alves dos Reis.

Vosso admirador

oregão

inês leal, 31 anos à volta do sol disse...

eu gostava tanto do César Monteiro...

magarça disse...

Infelizmente este livro está esgotado.. genial!