22 setembro 2007

Madonna de G. Bellini, obras de Tintoretto, polípticos de Vivarini e G. D'Alemagna e frescos de A. Castagno. E depois a Cripta. Onde o tempo parou.



"When one enters the little church of San Zaccaria in Venice and stands before the picture which the great Venetian painter Giovanni Bellini (1431?-1516) painted over the altar there in 1505 - in his old age - one immediately notices that his approach to color was very different. Not that the picture is particularly bright or shining. It is rather the mellowness and richness of the colors that impress one before one even begins to look at what the picture represents. I think that even the photograph conveys something of the warm and gilded atmosphere which fills the niche in which the Virgin sits enthroned, with the infant Jesus lifting His little hands to bless the worshippers before the altar. An angel at the foot of the altar softly plays the violin, while the saints stand quietly at either side of the throne: St Peter with his key and book, St Catherine with the palm of martyrdom and the broken wheel, St Lucy and St Jerome, the scholar who translated the Bible into Latin, and whom Bellini therefore represented as reading a book. Many Madonnas with saints have been painted before and after, in Italy and elsewhere, but few were ever conceived with such dignity and repose. In the Byzantine tradition, the picture of the Virgin used to be rigidly flanked by images of the saints, Bellini knew how to bring life into this simple symmetrical arrangement without upsetting its order. He also knew how to turn the traditional figures of the Virgin and saints into real and living beings without divesting them of their holy character and dignity. He did not even sacrifice the variety and individuality of real life - as Perugino had done to some extent. St Catherine with her dreamy smile, and St Jerome, the old scholar engrossed in his book, are real enough in their own ways, although they, too, no less than Perugino's figures, seem to belong to another more serene and beautiful world, a world transfused with that warm and supernatural light that fills the picture."
E. H. Gombrich, "The Story of Art"



...E depois a Cripta...sob a Capela Dourada, entre os Séculos IX e le XII foram enterrados 8 dos primeiros Doges de Veneza que estão agora de baixo de água.

23 comentários:

merdinhas disse...

Madonna de G. Bellini, obras de Tintoretto, polípticos de Vivarini e G. D'Alemagna e frescos de A. Castagno. E depois a Cripta. Onde o tempo parou.

Lis disse...

Há tanto para descobrir e eu aqui sentada...

art&tal disse...

e porque será que sao sempre frescos e luminosos?

gostei muito de te ver

art&tal disse...

pois foi

a ilse koch

eu gosto mais da pele bem viva

Anónimo disse...

Veneza de ontem e de hoje, real e ficcionada. E acredito nesse tempo que parou na cripta.
Z.C

Haddock disse...

talvez uns 2 meses para ver tudo por alto?...

PMBC disse...

Às vezes também me apetece desenhar a linha da minha própria vida... http://photos1.blogger.com/blogger/7455/1666/1600/CORTO.jpg

hora tardia disse...

o tempo nunca pára....


mesmo em Veneza ou Florença ou Roma ou Pompeia ou ou....


e roubei!


obrigada.


abraço.

de um piano mudo.

intruso disse...

a luz, pois é...
coisa viva.

linhas tortas disse...

de baixo de água, debaixo de água...


(estava Beuys e M.Barney)

ana disse...

Vi a Madonna, adivinhei os restantes e repousei na cripta.
Um lugar onde irei quando fôr a Veneza.

bigode amarelo disse...

interessante, com muito para descobrir.

Anónimo disse...

Claro - Escuro.
Na pintura e na cripta.
J.

[A] disse...

tão lindo!

(faz-me mal vir aqui!ou não fosse Veneza mais um destino adiado...:(


novo fundo e nova trabalheira...dei-me conta que o teu link ficou pelo caminho...desculpa. vou já repô-lo.

Beijo.

p.s.: vai ouvir a música que está na minha barra lateral....acho que vais gostar.

Naked Lunch disse...

que cores...

gostava de voltar, desta vez com a coisa mais preparada... as minhas recordações são das ruas e de não ter dinheiro para entrar em nada... é um lugar improvável... merece uns bons meses, o retorno constante aos mesmos locais... o pátio da última tira da fábula de veneza...

"abrindo as portas ao fundo desses pátios, partem para sempre para países fantásticos e outras histórias".

hfm disse...

Um dos locais míticos.

Anónimo disse...

Cripta assombrada...parece espantosa.
quemsabequemtués

Frioleiras disse...

lindo, lindíssimo... demasiado belo/os...

E o Outono que vem devagarar mas já deixa apetências destas artes... (arte antiga, música antiga), douradas, quentes, envolventes.

belíssimo !

Alexiev disse...

Buenas imagenes... increible analisis...

Saludos desde Buenos Aires...

http://www.alexiev.com.ar
Alexiev Store

intruso disse...

[luz intrusa,
é mesmo]

Frioleiras disse...

este post fez-me acordar para o
dourado...
para o Outono...
e, neste serão já oiço,
de novo,
Rameau... sabe bem, com arte sacra!

(lembrei-me agora, a propósito da lindíssima exposição de tapetes e não só, que ainda está (e estará) no MNAA: Só na Ibéria é que a Virgem era representada ajoelhada sobre tapetes. Na restante Europa não, nunca de joelhos....sobre os tapetes!

Bandida disse...

desenterrar a alma. iluminar o chão.



beijo BB


B.

corpo visível disse...

.
também gostava ficar assim, numa cripta, submersa quando deixasse de respirar.
.