30 outubro 2007

"Nos Fondamenta, que se estendem até Madona dell'Orto e San Marsilian, existe um palácio com uma cruz teutónica, uma rosa e um camelo de pedra"


Nos Fondamenta, que se estendem até Madona dell'Orto e San Marsilian, existe um palácio com uma cruz teutónica, uma rosa e um camelo de pedra. Muitos podem ser aqueles a quem isso nada diz,mas, quando se é veneziano de coração, compreende-se imediatamente que, atrás de um símbolo teutónico, se esconde certamente um enigma; uma rosa que se enrola em torno de uma cruz aumenta o mistério. A presença do camelo seduzirá fatalmente a alma do veneziano, eternamente virada para o oculto"
Hugo Pratt, Fábula de Veneza.











Três estátuas de mouros no Campo dei Mori que, segundo a lenda, seriam os irmãos Mastelli: Rioba, Sandi e Afani, mercadores de Veneza onde teriam chegado em 1112 e que seriam os donos do Palácio Mastelli, " o do camelo". Estes mouros não vieram do norte de África nem são muçulmanos, vieram da Morea (Peloponeso).

17 comentários:

ana disse...

“Il m’arrive de ne plus avoir envie de sortir de ce monde de mythes et même de ne plus savoir où est le monde réel”

ana disse...

“Il m’arrive de ne plus avoir envie de sortir de ce monde de mythes et même de ne plus savoir où est le monde réel”
(o comentário não se lia...)

ana disse...

quem o disse foi Hugo Pratt.

Naked Lunch disse...

:)

Maria disse...

Bom ler Pratt contado por ti.

intruso disse...

e lá vamos viajando na fábula (dele) e na realidade (tua)...

[da sedução dos enigmas...]

Anónimo disse...

Um reescrever da fábula em versão digital.
J.

Anónimo disse...

“Entra-se por mim na cidade da tristeza; entra-se por mim no abismo da eterna dor; entra-se por mim na mansão dos condenados.A eterna Justiça moveu Deus criar-me; obra sou da Divina Potestade, da suma sapiência, e do primeiro amor.Antes de mim não foram criadas, senão substâncias eternas, e eu eternamente duro. Vós, que em mim entrais, perdei toda a esperança de sair!”





Thomas Mann


http://meinem-lied.blogspot.com/2007/10/blog-post.html


um beijo.

Bandida disse...

encantam-me os teus recantos em forma de canto. e Veneza em forma de tudo.


belíssimo!

beijo BB


B.

Haddock disse...

basicamente, a lengenda jaz no corto maltese...

Anónimo disse...

Joseph Brodsky diz o seguinte: “…esta cidade não se presta a ser um museu, sendo ela própria uma obra de arte, a maior obra-prima que a nossa espécie criou. Não se renova um quadro, e menos ainda uma estátua. Há que deixá-los em paz, guardá-los dos vândalos – de cujas hordas talvez nós próprios façamos parte.”
Z.C

E Pratt sabia disso.

Haddock disse...

gosto deste anónimo de cima...
venho sempre lê-lo!!

Lis disse...

Mas, explica, levaste o livro contigo ou apenas na memória? E procuraste os locais ou surgiram?

Acho que nunca conseguiria ser tão meticulosa,organizada...

[A] disse...

VENEZA
esotérica, mística e mágica

O Caso de Charles Dexter Ward disse...

Também não conseguiria ser tão meticuloso/obsessivo.

é a cultura estúpido! disse...

Veneza é windo. Principalmente os canais, um gajo distrai-se e ploff, cai no canal. Pode, ou não, ser salvo por um gondoleiro, ou apanhar com um remo mesmo na tola.
bardamerda!

Anónimo disse...

Começa agora!