28 dezembro 2005

Para Merce (Cunningham)

Fotografia de Mark Seliger


Dancers on a plane, 1980-1, Jasper Johns (1930 - )


Cenografia de Jasper John para o espectáculo de Merce Cunningham, "Walkaround Time" (1968), baseado no "Grande Vidro" de Marcel Duchamp. Fotografia de James Klosty. "So beautiful..."

27 comentários:

disparosacidentais disse...

tinhas razão: valeu a pena vir aqui lembrar(-me) disto. há um documentário em torno do john cage, feito pela altura da sua morte, que tinha imagens desta peça e que me impressionou muito na altura.

Anónimo disse...

One of the giants of modern dance!

Joan

thê disse...

eu aprendo tantas coisas com vocês! obrigada!

thê disse...

(m)
a não realidade é muito fácil. diga a morada por favor!

Anónimo disse...

Arte, dança, sexo e religião. É o que diz o link da Tate a propósito da
pintura de Jasper Johns. mas aplica-se ao post. Ou não?

Z.C.

Agradeço os links.Demoram a carregar mas vale a pena. Um deles agradou-me especialmente.

amie disse...

justa homenagem!e sempre gostei do efeito do vidro..concordo aí com a thê, fartamo-nos de aprender coisas giras!

Anónimo disse...

Olá Merdinhas

Não sou muito destas coisas mas não resisto a dizer que quando falaste deste teu post os teus olhos brilhavam.

Inês

Coolme disse...

Uma bela homenagem ao movimento.

Anónimo disse...

Merdinhas:
Boa investigação bloguiana. Tem imensos percursos para se explorar.
Agora outro assunto: Estou a ver que sou a única pessoa que não sei quem é merdinhas. Ou são várias pessoas? Também quero conhecer, não me parece democrático. Beijo.
Clair

KRT disse...

"Sabemos agora porquê, contráriamente a Malévitch e a Kadinsky, Cunninghan nunca teve de experimentar a angùstia da anulação total do movimento dançado ("fim da dança"). Em suma, por duas razões essenciais: porque não há movimento"abstracto", e porque não há "zero movimento", coincidindo a sua anulação com o movomento virtual." José Gil in Movimento Total- O corpo e a dança.

Coolme disse...

Não faço a menor ideia de quem é o Merdinhas.
Não conheço. Mas vou gostando do que vejo.

thê disse...

"(...)precisamos com urgência de uma ciência obcecada pelo falso, de uma ciência que se desinteresse do verdadeiro ou pelo menos do explicável."

gonçalo m. tavares. a perna esquerda de paris seguido de roland barthes e robert musil.

Jazzie disse...

Dança Cósmica Acaso - Tempo - Espaço é um livro de Rosana van Langendonck, também para Merce.

Anónimo disse...

bom dia (m)

é bom desconfiar. eu também desconfiei. apesar de tudo pela excessiva produção (não só literária, por isso é bom desconfiar). com o gonçalo m. tavares, o primeiro texto que li, foi na ler, do círculo de leitores, um excerto de jerusalém. foi o primeiro livro que comprei e li. depois seguiram-se os senhores todos (com piada...). e agora estou a ler o lá de cima, aconselho esse, até agora para mim é o mais interessante (provavelmente ainda irei ler mais). é bom desconfiar, mas às vezes também sabe muito bem arriscar.

thê
(não faço o login porque já são demasiadas thê na caixa dos comentários)

Anónimo disse...

Bom Movimento.
Numa ano que acaba e para um ano que começa!
Estive a tentar perceber o porquê os comentários da Thê e andei a espreitar de um lado para o outro.
Graças a Merce. Gosto disto!

Sincera Mente Ocupada

Anónimo disse...

Mas não se trabalha?
Merdinhas curti o post e estou a ver que agora se conversa de um lado para o outro.
Bom ano!

Anónimo disse...

Merdinhas és bailarino?

Anónimo disse...

de novo sem login. as máquinas continuam impotentes para tantas coisas. e nós por vezes vamos tocando o passo ao seu lado. pelas vezes (que são algumas) que arrisquei tecer um comentário sobre algo, antes mesmo de tomar pleno conhecimento do assunto (é defeito, não é feitio) a minha opinião mudou apenas algumas vezes. se sinto que sim, vou lá ter. com a (ir)responsabilidade de a ler até ao fim, mas com a responsabilidade de a tentar perceber.

uma boa tarde (m)

thê

Anónimo disse...

sintonia nas horas?
thê

1entre1000's disse...

Passei para desejar uma BOM ANO!!! e não é que me deparo com mais um post enriquecedor... Parabéns!

Anónimo disse...

foste comprar o livro e perdeste-te. uma boa travessia entre 31 e 1.
thê

BloggProwler disse...
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BloggProwler disse...

Krt,

Também eu admiro a obra de José Gil - é o único teórico português (publicado e que eu conheça) que acho que vale a pena ler. O que citas dele sobre a dança funciona em certos domínios. Mas está cheio de escolhos que tornam a citação pouco operativa em todos os outros. É a maneira que eu tenho de dizer que não concordo. Comecemos pela minha maneira de dizer. Se não digo que "não" é porque essa negativa assim se tornaria absoluta e nenhum "não" ou "sim" é absoluto - nem nenhuma verdade ou mentira. Tudo é verdade e mentira - em proporções desiguais. Há verdades e mentiras que são ambas necessárias para a compreensão do mesmo fenómeno: para o fazer viver na nossa cultura.
Quanto ao Gil: o "zero movimento" parece-me um conceito útil para a dança - descartá-lo, pura e simplesmente, não me agrada; Malevitch nada tem a ver com um "zero pictórico", pelo meno como "fim da pintura" (o "zero" está sempre presente no seu discurso suprematista, mas é o começar do zero, apagar para começar de novo). Parece-me haver nessa apreciação de Malevitch (como o homem que levou a pintura ao seu "fim") um peso demasiado grande das teorizações de fundo existencialista que dominaram o pensamento sobre a abstracção malevitchiana, pelo menos até aos anos 80.
De resto, abraços e beijos para todos os blogueiros, associados a votos de um muito bom 2006.

Anónimo disse...

Peso demasiado grande das teorizações de fundo existencialista que dominaram o pensamento sobre a abstracção malevitchiana?
Como é que essas teorizações podiam não ter esse peso?

Z.C.

KRT disse...

BloggProwler,

Esta citação do José Gil está inserida num capítulo sobre Merce Cunningham.
O que me interessa não é tanto o que ele diz sobre Malevicth mas o q diz sobre Cunningham.
Ele não está a analizar a obra de Malevitch, mas o que ele diz sobre ele resume de uma forma reductora mas dá uma ideia da obra.

um abraço

Silvie disse...

A principal obra de Marcel Duchamp
O ex-libris de Marcel Duchamp não foi "A Fonte" (o famoso mictório), mas a obra chamada "Noiva desnudada por suas amigas solteiras" (1915-1923), também chamada de "O grande vidro". A obra, que levou oito anos para ficar pronta, consiste em duas chapas imensas de vidro (2,72cm x 1,75cm), decoradas com óleo e fios de chumbo. "O grande vidro" é tida como a obra mais revolucionária da geração de Duchamp e um dos grandes marcos do Modernismo. Detalhe: As chapas de vidro quebraram-se por acidente em 1926. Duchamp aceitou as fissuras, que hoje são vistas como parte integrante da obra .

BlogProwler disse...

Detalhe:
A "Noiva" não é despida pelas "amigas solteiras", mas pelos "seus próprios celibatários" ("mise á nu par ses célibataires, même") - a leitura lésbico-pósfeminista não cabe aqui. Ultrapassando os dualismos, Duchamp mantém no Grande Vidro, no entanto, uma central tensão masculino-feminino, feita de desejo, que é o motor da obra.