14 novembro 2007

Morrinho Carioca


"Morrinho"Bienal de Veneza, 2007

Réplica da favela carioca do Pereirão.
O projecto “Morrinho” começou em 1998, quando os irmãos Oliveira e vizinhos da comunidade Vila Pereira da Silva, no bairro carioca de Laranjeiras, construiram uma favela onde encenavam o quotidiano.
Em 2001, o projecto transformou-se na
TV Morrinho.



Paula Trope, Da série "No Sympathy". 2004-2005
(Pinhole photographs)
Com a colaboração de Gustavo José dos Santos

Depois de ver o trabalho de Paula Trope , o curador da 52ª Bienal de Veneza, Robert Storr, apareceu de surpresa na favela. E o Morrinho foi parar aos Giardinni.

“Ainda não me considero um artista de verdade”, afirmou Nelcilan Souza de Oliveira, de 24 anos, idealizador do projeto com a ajuda do irmão Maycon, de 17 anos. “Hoje, a brincadeira que nós criamos se tornou um trabalho e respeito muito isso. Estar aqui na Bienal de Veneza, o evento de arte mais importante do mundo, é uma grande honra. É algo que jamais vamos esquecer.”

18 comentários:

purita disse...

sim gostei, sobretudo pelo que representa!!:)obrigada!
os videos são fantásticos...bom fim de semana!por cá, miguel bombarda ao rubro

Anónimo disse...

Uma favela em Veneza.
Uma exposição sob o lema "Pensa con i sensi senti com la mente"...
J.

[A] disse...

Please Pay Attention Please

[Como não ir parar aos Giardinni???
Big! Very Big!
Abençoada clarividência do Sr.Robert Storr!]

Please Pay Attention Please

Lis disse...

Talvez ele seja já um artista porque os que o são de verdade surgem assim...sem bandas a anunciar.

E ri-me a valer com a tua saída do brinco. Gosto desse teu humor e ... sensbilidade.

Bandida disse...

é por estas e por outras que vale a pena abrir portas. ainda que sejam bienais.

ai o que eu gostei!!

beijo BB

B

Naked Lunch disse...

está muito bem...

Anónimo disse...

Do mais ao menos conceptual.
Do luxo de Veneza à favela do Brasil. Tudo na Bienal.
Z.C.

[A] disse...

Estive a ver todos os vídeos do Morrinho e confesso que me emocionei com este exemplo bem sucedido de inserção social.
É bom perceber que de quando em vez a arte cumpre claramente a sua função social.

Haddock disse...

naïve suburbano. muito bom!!

ana disse...

No youtube há um filme dos tijolos a chegar a Veneza...

"O governo brasileiro autorizou a captação de RS 842 mil, em renúncia fiscal através da Lei Rounet, que garantiu o transporte dos 13 mil tijolos e 70 quilos de miniatures de carros e bonecos para a montagem da instalação"
.

by the way... disse...

estarias? tu estás sempre.

belo trabalho.

o que os "TIJOIS" nao fazem.

isabel mendes ferreira disse...

obrigada M.


pelos "pianos"...
:)




bjj.

corto maltese disse...

Lindo!

Bandida disse...

ainda em veneza? ou será no brasil?

;)

beijo BB

B.

david santos disse...

Por favor!
Ajuda a que se faça Justiça a Flávia. Se és um ser com sentimentos, ajuda!
Eu jamais invadirei teu blogue, garanto! Mas ajuda.
Repara bem: eu, tu, seja quem for, tem nosso pai, nossa mãe, nosso irmão ou irmã, ao longo de 10 anos em coma, que vida será a nossa?
Se não tivermos a solidariedade de alguém com sentimentos, que será de nós?

TEMPO SEM VENTO

Ah, maldito! Tempo,
Que me vais matando,
Com o tempo.
A mim, que não me vendi.
Se fosses como o vento,
Que vai passando,
Mas vendo,
Mostrava-te o que já vi.

Mas tu não queres ver,
Eu sei!
Contudo, vais ferindo
E remoendo,
Como quem sabe morder,
Mas ainda não acabei
Nem de ti estou fugindo,
Atrás dos que vão correndo.

Se é isso que tu queres,
Ir matando,
Escondendo e abafando,
Não fazendo como o vento:
Poder fazer e não veres
Aqueles que vais levando,
Mas a mim? Nem com o tempo!

David Santos

corpo visível disse...

.
teria sido interessante um final mais contemporâneo - eles nem chegaram ao primeiro divórcio.
.
muito bom este projecto morrinho. a criatividade é também uma hipótese de felicidade.
.

Jejeca disse...

passa pelo meu blogue...
... a tua opinião?

intruso disse...

interessante post merdinhas...

o trabalho e a criação "para", "com", à volta de, "dentro"
(na cidade, nas cidades reais)