20 outubro 2005

Watching


"...the fruits of idleness are more precious than the fruits of labor."
Walter Benjamin

(Este link precisa de alguma busca. A referência à frase surge no 9º§. Um mais alongado texto sobre a obra em questão de Benjamin encontra-se aqui ).

25 comentários:

Anónimo disse...

Merdinhas, o tema parece-me interessante mas um pouco denso e por isso talvez ligeiramente enfadonho. No entanto julgo que trazer aqui pensadores que se debruçaram sobre a temática da crise da civilização e dos seus valores, com especial incidência na arte é assaz pertinente. A ruptura dos canones tradicionais em que a arte assentava através de propostas arrojadas e procurando até soluções minimalistas versus elaboração virtuosa ilustra bem a temática deste pensador( que confesso não o conhecer até aqui).

De qualquer forma, mais uma vez, obrigado Merdinhas por aqui nos pores a trabalhar.

Piró Caminha

Serafim Sardão disse...

Minhas queridas,

Para que não digam que o Sardão as faz pela calada, têm uma declaração de amor, de mim para vocês, dois posts atrás. Só para não fazer barulho aqui e deixar os senhores conversar...

Um beijo será demais: aí vai um aceno amoroso e distante.

Anónimo disse...

Merdinhas, voltas com um post sobre um aparente, potente, peso pesado. Como nunca tinha ouvido falar de W. B., farei a pesquisa que nos propões. O link a que fazes referência da publicação da famosa universidade da Carolina do Norte fez-me tilintar algumas campainhas pelo simples facto de ter já visitado tanto esta universidade e aquele centro comercial, há algum tempo atrás.
( A propósito, a Carolina do Norte é um misto de sensações estranhamente familiares para nós portugueses: cheira a pinheiros como Portugal, faz frio e calor como em Portugal. Tem curvas e contra curvas nas suas estradas, como em Portugal. Só não tem é portugueses. )

Pelo que pude ler na biografia de W. B. este pensador/ sociologo/ crítico cultural combinou o misticismo Judeu com o materialismo histórico. Li também que cometeu suicídio na fronteira de França com Espanha, quando se encontrava em fuga dos Nazis durante a II guerra. Estaria ele a caminho de Portugal? Teria ele deambulado pelas ruas de Bordéus e evitado as longas filas de esperança à porta do Consulado de Portugal?

Obrigado pelo novo post.
ELEMENTAL

Anónimo disse...

Serafina Aramito
Padecia com saudades,
Nesse teu gesto bonito
Dás por findas as maldades?

Também já lá tens resposta.

Zé Mangalho

Anónimo disse...

Walter Benjamin é a Bíblia da muitos artistas/intelectuais contemporâneos. Se queremos que algum Projecto artístico tenha credibilidade, basta fazer alguma, mesmo breve, referência a W.B. Mas nada disto lhe tira importância, antes pelo contrário. E o seu derradeiro gesto, de suicídio por não o deixarem atravessar a fronteira França-Espanha, tem, nos dias que correm, o mais profundo significado.
Marlon (mas não brando)

Anónimo disse...

(Merdinhas, não é minha intenção fazer variar o tema deste post, mas parece-me q o comentário do Marlon traz um link bastante interessante à discussão)
Marlon, "E o seu derradeiro gesto, de suicídio por não o deixarem atravessar a fronteira França-Espanha, tem, nos dias que correm, o mais profundo significado". Por acaso, queres desenvolver esse raciocínio? Pessoalmente aprecio o tema, não o suicídio em si, mas o significado dos dramas que naturalmente são característicos das diásporas.
ELEMENTAL

coolme disse...

O Merdinhas é que a sabe toda. Sentadinho no computador, indolente e à espera ....a ver o que é que dá.

Anónimo disse...

Escolher Walter Benjamin como frase para essa imagem parece-me bem.... W.B. já desmonta a perspectiva dividida dos "apocalípticos e integrados" que vêm as novas tecnologias da informação e comunicação, respectivamente, como prenúncios do "fim do mundo" ou como uma "terra prometida".

Orientado por uma concepção que abrange o arcaico e o ultra-moderno, W.B. exerce uma imaginação criadora apreendendo "o vivo do sujeito", sem se limitar aos dogmas da teleologia, nem reduções do marxismo; o filósofo agiliza-se transversalmente atento para o devir das sociedades e culturas. A sua percepção e experiência do mundo compreende as inovações tecnológicas do seu tempo (a fotografia, o rádio, o cinema) de forma dialética. Isto é, impõe uma visão crítica, reconhecendo os efeitos de uma estratégia mlógica de mercado que favorece a reprodução mecânica, cópia e falseamento das obras culturais, ou seja, como sintomas de decadência, mas ao mesmo tempo toma-as como vectores de experiências estéticas enriquecedoras.A sua técnica de descrever o quotidiano sob a forma de "mosaicos", nos estudos sobre Baudelaire ou no "Trabalho das Passagens" (1927-1939) antecipam de algum modo o estilo das narrativas do jornalismo actual marcado pelo grafismo, a estética ligeira dos videoclips e as inscrições pós-modernas nas páginas da Internet. O autor apreende nos objetos e tecnologias modernas a fulguração do instante em que o espírito se ilumina, no encontro com as imagens antigas que atualizam o presente. Benjamin sinaliza para a percepção do "hic et nunc" (o aqui e agora) da experiência cultural e comunicativa. Neste sentido, compreendemos que o acesso aos sites de astrologia, sexo, jogos, revistas de moda, jornais do cotidiano, em sua aparente trivialidade, realiza a felicidade instantânea dos internautas. Mesmo que passageiras, as sensações de bem estar dos indivíduos plugados na rede, entram em sintonia com uma camada de significação, cujo simbolismo se estrutura promovendo um êxtase semelhante aquele experimentado pelos rituais antigos. O internauta, consumidor de imagens, através de uma "iluminação profana", reencontra-se ali com "entidades imaginárias" que o animam. Sob as palavras, imagens figurativas ou discursos verbais que o encantam; as vozes ancestrais são ressuscitadas agora pela parafernália cibernética a que está conectado.
A alegoria, traduz a realidade histórica de modo mais concreto que sua versão oficial ou instituída, consiste numa estratégia de comunicação que permite captar o real em constante mutação.

São os rastros, pistas e sinais deixados pelos ancestrais no longo texto do mundo que atualizam e transformam em "comunidade afectiva" os indivíduos anônimos por trás do ecrãs dos computadores. Os textos de Jung, Bachelard, Gilbert Durand e mais recentemente, Michel Maffesoli, têm contribuído, para a sustentação de um argumento que busca focalizar, respectivamente, "o homem e seus símbolos", a "poética da natureza" inscrita na vida cotidiana, a "imaginação criadora" e a "contemplação do mundo" imaginal na perspectiva de uma sociabilidade. Estas contribuições têm instigado trabalhos férteis que procuram se orientar metodologicamente nos domínios de uma "antropologia da informação e da comunicacão". Contudo, é o entusiasmo das gerações mais recentes, que utilizam os computadores e a Internet de modo criativo, realizando pesquisas consequentes, que nos estimulam a considerarmos pertinente a recepção destas novas tecnologias.

Carlos Andrade,adicted cibernauta

Pablo (...) Deleuze disse...

Esse velho W. Benjamin continua bem actual, não admira que os artistas continuem a citá-lo.
Agora querer reapropriar-se das ideias para justificar umas "obrasecas".
Já custa mais a engolir.
Tenham paciência mas têm que trabalhar mais ou deixarem-se de merdas teóricas.

Anónimo disse...

Sabem uma coisa meus caríssimos
amigos?

A criação de um blog tem a si agregada um conjunto de riscos incipientes que podem espoletar como se de uma granada se tratasse. Senão vejamos, um paisagísta não projecta um jardim para que toda a gente aí possa passear ou pretenderá ele que nesse espaço apenas se desloquem ele e mais alguns colegas que por ele foram eleitos? Absurdo por definição. Se assim o pretender estamos perante um alter ego inflamado e a precisar de ser calibrado através de anti- inflamatórios potentes á imagem e semelhança de uma próstata que excedeu o seu tamanho regular.

Por muito interessantes e bem concebidos que sejam os jardins ou os blogs ou qualquer outro projecto de evidente qualidade, isso não confere ao seu autor uma espécie de livre trânsito para o transformar numa imagem especular do seu Alter ego.

Penso que estes espaços, verdadeiros jardins cibernéticos, devem ter abertura para todo o tipo de reflexão, seja ela qual for desde que não aconteça no sentido de o destruir.
Não detectei até agora nenhuma intervenção nesse sentido, antes pelo contrário, todas elas contribuem para a animação e dinamismo do mesmo. SINCERAMENTE.

Julgo que o espaço é quase perfeito e digo quase porque de facto falta essa consciência por parte do seu talentoso autor/a.

Merdinhas és inteligente e pessoa de refinado gosto, deves ser bem estruturado/a e tens aproveitado bem aquilo que a criação humana, na sua vertente mais interessante, tem para nos enriquecer. Continua assim mas se reflecte um pouco sobre isto se encontrares dísponibilidade para isso.

Fui Piró, Dr. Tosse beym, João Boto, e alguns outros anonimos irrelevantes. Nunca fui Zé Nabo como alguns participantes julgaram.

Continuarei a visitar este blog mas este será o meu último comentário.

Até sempre.

Anónimo disse...

Um nabo de kilo acaba de mudar de horta. Há quem aprenda com os outros e domine a difícil arte de saír subtilmente de cena. Piró, deixas saudades.
Por outro lado há o gosto de quem prefere ruminar saladas onde o vegetal é sempre o mesmo.
Que este blog viva viçoso.

ZM

Anónimo disse...

Além de os comentadores serem bastante diversificados. Eles são divertidos, brejeiros, cultos acima da média, talvez inteligentes, parecem sensíveis e até brincalhões. O blog e o seu criador e dinamizador (merdinhas, cá para mim é mais nome de mulher, se fosse homem era merdas)são uma fonte de surpresas. Se não, cliquem na imagem (será uma personagem de George Segal?) e veja com atenção a imagem na TV. Será o merdinhas anarca? ou o Eça estará à espreita?
Marlon (não brando)

Anónimo disse...

The fruits of idleness are more precious than the fruits of labor...como tal o fim de semana precioso está aí e aproveitem todos muito bem para cuidar das vossas jóias. Marlon, acho que deve mesmo ser gaja e a ser, há uma forte probabilidade para de merdas ela não ter nada. Será que ainda é verde, ainda está na árvore, ou já está madura?
BFDS são os desejos aqui do

Zé Mangalho

Anónimo disse...

Piró maníaco

Anónimo disse...

Merdinhas sejas lá quem fores (havemos de te apanhar )
O que fizeste ao Piró que está tão zangado e desiludido? Apagaste-lhe comentários? Disseste-lhe pra se calar? Ou calaste-te?

Sincera mente ocupada Ana

Anónimo disse...

Carlos: elevada reflexao. Complementou muito a parca informaçao que eu tinha sobre W.Benjamin.
DJ

Anónimo disse...

Dear Tiny Shits, I have spoted on the theme banner of your blog, that music and REM (the georgian band or the sleeping stuff?) are subjects you might bring to discussion. Bring them on, pls!

Arty Fartist (a major REM fan, by the way)

Serafim Sardão disse...

Piró(sa), caminha! E já caminhas tarde: é tudo o que te posso dizer. Para tanta parra, nenhuma uva. Que explicações são aquelas que enchem um rolo de papel higiénico e chega-se ao fim (que eu leio, ao contrário do Nabo Bonito) e não se percebe nada (será que a Piró(sa) era o Blog da Paula?)? Alguém percebeu? O tipo queria mais jardim ou menos jardim ou queria ir pró jardim ou era o Jardim (o rabeta Nabo da Madeira: olha! O André Bonito será o Beto João? É, quase de certeza!)? A miúda solitária queria mais público ou mais privado? Queria aporcalhar, como fez nos seus tempos áureos em que veio pra fazer companhia ao Nabo Bonito? Ou queria paz e sossego, como parecia, desde que se começou a tornar chata e moralista e vamos lá com calma e traz água limpa pra lavar o pátio, ó Merdinhas. O que é que lhe fizeste Merdinhas? Se depois disto tudo apagaste comentários estiveste mal ("agora fora de brincadeiras", como dizem as gajas), se não o qué cogajo quer? Se alguém percebeu que me esclareça. Não é a primeira baixa, o falso Nabo que se verga ao outro, o verdadeiro, já teve uma destas idas a águas depois de levar com o Sardão. Peço desculpa, o artista-anteriormente-conhecido-por-Zé-Nabo-em-descarada-imitação-reverente-do-verdadeiro-com-cópia-de-textos-inteiros-do-outro-do-verdadeiro-e-que-agora-dá-pelo-nome-de-Maugalho-e-será-apenas-tratado-por-gaja-ou-"galhito". Pois, Galhito: tu percebeste? Será que o Merdinhas era a Piró(sa) que seguiu o seu Caminho? Foste tu que te cansaste de manter dois belicosos personagens? Então e fica-se zangado e triste com um blog? Não estamos aqui todos a dizer disparates para nos divertirmos? E estes insultos não são inconsequentes uma vez que não sabemos quem está por trás das máscaras? E, se calhar, fora do mundo virtual, até somos todos amigos? Faço meus os votos do ex-nabo, agora Galhito: BoasF*D*S para todos!

Anónimo disse...

SerafimSardao: This is all virtual. So don't get mad if I shit and fart all over you, dear friend. And you don't have to re-arg. Again, this is only virtual. Actually, you just have to smile. Otherwhise if get offended you are just a weirdo motherfucker. And since I fart and shit all over you again and again, and wait, wait...ahhh! once more... you don't get need to become mad, with virtual brown stinky shit all over you. From me and probably from other fartists. But concentrate on "me": farting and shitting all over you, everysingle time you type your shitty keyboard. My major virtual arty fartyst instalation for the day is done dedicated to you. Fruaaaaaap!

Arty Fartist

Serafim Sardão disse...

Ainda aí estás? Caminha! Ou será que é o Galhito que é como aquelas famílias carenciadas que ficam em casa e dizem aos amigos que vão passar o Fim de Semana a Quarteira (antes em casa...): agora fala inglês para dar descanso ao reformado tubérculo? Mariquices escatológicas. Só mesmo um roto como tu, sejas lá quem fores (roto é roto...), é que ficaria ofendido com um bimbo algures na blogoesfera a dizer (!) que se peida e que se caga. (Há umas fraldas pra adultos que te resolvem o problema, Dona Pirosa: és tu Pirosa? Ou, como diria o Galhito, citando Oliveira Salazar, achando que tem graça com velhas piadas requentadas, "és tu Cerejeira?"). Pirosa ofendida ou tubérculo em férias? Ou novo roto? Aí está a questão. E eu cago nela.

Anónimo disse...

Os visitantes do blog estão de fim de semana. Serão funcionários dalguma repartição? Daqueles que têm um computador para jogar em vez de trabalhar? Não só os públicos diga-se em abono da verdade. Ou estarão com a sua família no remanço (ou remanso, não tenho dicionário à mão) do fim de semana e à espera que o conjuge se vá deitar? Até 2ªfeira portanto.
Marlon (mas não brando)

coolme disse...

Cá estou. Mas ao fim de semana menos.

Pablo Deleuze disse...

É tão óbvio que alguns comentadores são apenas um.
Um quê ?
Um Nabo concerteza
Zé mangalho poeta frustrado
S.Sardão, Curator megalómano que nunca foi e nunca será.
Pyró completamente maniáco
Desconfio que este comentador tenha blog?

Oh comentador de múltiplas personalidades esclarece-nos, se tens ou não um blog e qual a morada, para continuar-mos a perceber o calibre do teu pensamento!

merdinhas disse...

Para que não haja dúvidas, este blog tem um único mandamento: não se apagam comentários.

Excepção à regra: o SPAM.

Anónimo disse...

Serafim, leva lá a taça.
Fico grato por saber que devo continuar a ser uma das tuas expressões principais de vitalidade de nabo, mesmo ao fim de semana. ; )

Zé Mangalho