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30 outubro 2007

"Nos Fondamenta, que se estendem até Madona dell'Orto e San Marsilian, existe um palácio com uma cruz teutónica, uma rosa e um camelo de pedra"


Nos Fondamenta, que se estendem até Madona dell'Orto e San Marsilian, existe um palácio com uma cruz teutónica, uma rosa e um camelo de pedra. Muitos podem ser aqueles a quem isso nada diz,mas, quando se é veneziano de coração, compreende-se imediatamente que, atrás de um símbolo teutónico, se esconde certamente um enigma; uma rosa que se enrola em torno de uma cruz aumenta o mistério. A presença do camelo seduzirá fatalmente a alma do veneziano, eternamente virada para o oculto"
Hugo Pratt, Fábula de Veneza.











Três estátuas de mouros no Campo dei Mori que, segundo a lenda, seriam os irmãos Mastelli: Rioba, Sandi e Afani, mercadores de Veneza onde teriam chegado em 1112 e que seriam os donos do Palácio Mastelli, " o do camelo". Estes mouros não vieram do norte de África nem são muçulmanos, vieram da Morea (Peloponeso).

18 setembro 2007

"O leão grego perde a sua pele de serpente setentrional entre as brumas de Veneza"





"Aqui estão o Arsenal e os Leões Gregos a que se referiam Hipazia e Bepi Faliero...e talvez o Barão Corvo"
"Fábula de Veneza", Hugo Pratt

15 agosto 2007

Sirat Al Bunduqiyyah





“...Acontecem coisas inacreditáveis nesta cidade...”, diz Corto Maltese.
Até Setembro

18 janeiro 2006

Um livro à Quarta e um filme à Quinta


"Há, em Veneza, três lugares mágicos e secretos: um na rua do Amor dos Amigos; um segundo nas proximidades da ponte das maravilhas, e um terceiro na calle dei Marrani, perto de San Geremia, no velho ghetto. Quando os venezianos - por vezes malteses - se cansam das autoridades, dirigem-se a estes lugares e, abrindo as portas ao fundo desses pátios, partem para sempre para países fantásticos e outras histórias".
Fábula de Veneza, Hugo Pratt, para ver a vida a preto e branco (ou a cores...)

E deixem-me lembrar-lhes um episódio da vida de Corto Maltese: Com cerca de 10 anos de idade, Corto e a mãe foram viver para Córdova, numa casa com um pátio cheio de flores coberto de azulejos árabes. Era lá que Corto lia, escrevia, aprendia espanhol e hebraico, se iniciava no árabe enquanto se esforçava por não esquecer o inglês do seu pai, ausente no mar.

Nessa altura, uma cigana vidente, amiga da sua mãe ao ler a sua mão esquerda constatou que Corto não tinha a linha da sorte marcada. Este, chocado com a descoberta, mal chegou a casa, pegou numa lâmina e de um só golpe traçou a sangue a linha da sorte de uma forma quase perpendicular às linhas do coração e da cabeça.
A escolha do livro foi simples. Foi o primeiro livro que li de Hugo Pratt.

E como também há um filme à Quinta, sugiro este: "Corto Maltese na Sibéria"